A realidade aumentada é uma ferramenta bastante versátil, cobrindo uma gama de atividades muito ampla. Suas aplicações atendem a interesses lúdicos, científicos, educativos, entre outros.

Com RA, algumas especialidades médicas oferecem um prolongamento da consulta, ultrapassando o espaço do consultório. São orientações extras que o paciente pode acessar de casa graças a um aplicativo e a uma imagem no receituário. Com esse artifício, um fisioterapeuta pode orientar pacientes com instruções em vídeo, acessadas remotamente. Já as grávidas podem sair das ultrassonografias com vídeos prontos para mostrar a irmãozinhos e avós.

Em Feira de Santana (BA), o Grupo Otorrinos usa realidade aumentada para expor à comunidade médica casos relevantes de cirurgias. A inovação trouxe reflexos para a imagem do Grupo, além de tornar os vídeos apresentados em congressos internacionais sempre acessíveis para congressistas. Dessa maneira, os profissionais podem rever e estudar os procedimentos em detalhes, mesmo depois dos eventos.

A Bahia também tem um exemplo de uso de RA na arte. Bel Borba, artista plástico conhecido pelas intervenções na cidade, usou essa tecnologia como mais uma de suas ferramentas para apropriação consciente do espaço público. Em 2016, Bel criou uma escultura homenageando Janis Joplin em uma rua movimentada da capital baiana. Graças a um aplicativo de RA, a peça era visualizada por quem apontava a câmera do smartphone para uma imagem da cantora pintada em um azulejo no chão. Bel Borba repetiu a experiência com realidade aumentada em 2017, dessa vez com obras expostas na Europa.

Na arte, a realidade aumentada é, também, um meio para fomentar a intimidade do público com uma obra ou artista. Um museu pode mostrar informações extras sobre uma peça através de RA, seja um texto escrito, fotos do processo de criação ou tantas outras possibilidades.

A RA, no entanto, conta com características capazes de levá-la além das iniciativas institucionais. Extremamente acessível, ela vem se transformando em um meio de expressões individuais. Foi essa tecnologia que um torcedor do Bahia abraçou para extrapolar sua paixão, que não cabia na tatuagem que leva no braço. Assim nasceu a tatuagem aumentada. Basta apontar a câmera de um smartphone para o escudo estampado em seu braço para assistir a lances importantes do time.

Esse conceito pode ir além - fotos de um casamento exibidas a partir da tatuagem de um casal, por exemplo. E, para ampliar um pouco mais a ideia, as imagens poderiam surgir das alianças trocadas no grande dia. A realidade aumentada já assumiu seu lugar, mas está só começando a ampliar as possibilidades de quem quer inovar.